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Rio (2011)

setembro 1, 2011

É um pecado uma animação ser apenas o que ela deve ser em sua essência? Única e exclusivamente uma animação, em um mundo no qual temos, desde sempre, animações que se propõem a discutir assuntos muito mais densos como a morte dos pais (Bambi e Rei Leão), o processo de envelhecimento (UP – Altas Aventuras), o impacto do homem sobre o meio ambiente (Wall-E)? Pecado, realmente não é. Agora, que a discussão e a própria obra fica um tanto rasa, fica. Ou não?

Essa animação do brasileiro Carlos Saldanha, um dos desenhistas tupiniquins mais bem sucedidos no cinema de animação é uma grande homenagem ao Brasil e o Rio de Janeiro. E, justamente por assim ser, adota uma abordagem bem leve da nossa sociedade, desenvolvendo poucas vezes, e sempre de forma cômica, questões mais pesadas como o tráfico de aves raras. Não há dúvida de que essa é uma temática um tanto complexa de ser trabalhada em uma animação, e justamente por isso Saldanha não se preocupa em desenvolver a contento a mesma. O tráfico de aves raras serve apenas como uma pequena base, um pequeno contexto que justifica a transposição dos personagens principais que se encontravam na América do Norte para o Brasil. E é justamente nesse processo de vinda dos personagens que reside a primeira falha do filme.

Logo no início somos apresentados aos personagens principais. A dona de uma livraria, chamada Linda, que tem uma relação de amizade com seu bicho de estimação, uma arara azul de nome (Blu). É muito interessante ver como se desenvolve a rotina dos dois personagens, para vermos o quanto o animal foi humanizado nesse filme. Manias e vontades e muitos outros sentimentos humanos são vistos na ave, o que denota uma interação íntima do animal com o seu dono. Mas, tudo cai por terra quando um cientista brasileiro chega de supetão e convence muito facilmente que Linda deve ir com ele para o Rio de Janeiro para que Blu possa acasalar com uma fêmea de sua mesma espécie, pois os dois são os últimos que se tem notícia de existirem. E em menos de 10 minutos Linda é convencida e mudar de “mala e cuia” para o Rio de Janeiro, como se ela não tivesse uma vida para levar.

E então, somos transportados para o Rio de Janeiro. EM PLENO CARNAVAL Sinceramente, isso foi difícil demais de engolir. Como assim um cientista vai para a América do Norte buscar uma ave rara para que a mesma acasale com uma fêmea de mesma espécie e traz a mesma durante o período do carnaval? Aí o Saldanha e seus SEIS roteiristas forçaram a barra demasiadamente. E, daí pra frente tudo é forçado, equivocado, lugar comum e previsível. As araras são presas, depois conseguem fugir, se perdem, são ajudadas por personagens engraçadinhos, se apaixonam uma pela outra e voltam para seus donos (que no meio desse caminho todo se apaixonaram um pelo outro também). Não tem nada a comentar mais, né?

Pelo menos, uma coisa é fato em Rio. A qualidade da animação é fantástica. Cores vivas, perfeição de movimentos e tal. Mas, nem dá pra considerar isso uma grande qualidade, frente as falhas e previsibilidades absurdas que diminuem o mérito do filme.

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Sexo sem compromisso (2011)

junho 20, 2011

Será em que em pleno 2011, início da segunda década do século XXI, filmes que se escoram apenas no fato de terem dois protagonistas bonitos ainda fazem algum sucesso? Essa indagação me veio à mente após assistir a esse exemplar deplorável de filme que Ivan Reitman nos entrega, com o casal de protagonistas Natalie Portman (Cisne Negro) e Ashton Kutcher (Efeito Borboleta).

Ancorado em uma história que começa quando os protagonistas tem em torno de 14 anos de idade e acompanhando (de forma bem formulaica, diga-se de passagem) o crescimento e amadurecimento de ambos, Sexo sem compromisso, vem a mostrar a construção de um relacionamento que poderia ser um tanto quanto complicado, complexo e permeado por dramas dos mais interessantes, se estivesse nas mãos de um diretor mais competente, mas nas mãos de Reitman (responsável por Evolução, entre outras coisas), vira uma comédia sem propósito algum, que faz graça com as coisas mais absurdas (como a piada feita com o funeral do pai de uma personagem). Mas, o que importa mesmo não é bem a história, ou as piadas. Isso são apenas detalhes numa história na qual o que importa mesmo é explorar a beleza que os protagonistas demonstram na “flor da idade” deles. E, bom, para isso, não somos poupados de vermos Kutcher e Portman fazendo sexo em diversas posições, nem de vermos o marido de Demi Moore andando nu dentro de uma república de médicos, e por aí vai.

Mas, infelizmente, nada disso acaba por funcionar, e o que temos é um filme que, de 108 minutos de duração, tem os primeiros 60 minutos sofríveis, os últimos 30 igualmente ridículos, restando-nos apenas um pequeno lampejo de qualidade em 18 minutos inseridos no meio do mesmo, no qual vemos o que poderia ter sido explorado desde o início nesse filme, mas que infelizmente não demonstrou qualidade suficiente para fazê-lo. Eu sei que muitos podem achar que eu sou mais um daqueles chatos que escrevem e não gostam de comédia romântica, e confesso que não sou um grande fã desse gênero, que atualmente está um tanto desgastado e não mostra mais o vigor de antes, quando tínhamos obras maravilhosas como Harry & Sally, Sintonia de Amor ou então Mensagem para você. As vezemos vemos alguns lampejos, como Melhor amigo da noiva, mas infelizmente, a boa comédia romântica tem se tornado algo raro.

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X-Men: Primeira Classe (2011)

junho 16, 2011

Maturidade. Isso é algo que normalmente alcançamos com o avançar da nossa idade, com as experiências que vivemos ao longo da nossa vida e com tudo que passamos durante a nossa existência. Justamente por ser algo que alcançamos apenas com o passar dos anos é que, muitas vezes, paramos para pensar e nos indagamos se não seria mais interessante viver a juventudade com a maturidade que temos em nossa velhice. É esse mote que tece o filme de Brad Pitt, O Curioso Caso de Benjamin Button, mas não será dele que irei falar aqui nessa resenha. Vou falar de algo mais recente, que vi nas últimas semanas, X-Men: Primeira Classe.

Nesse quinto exemplar da franquia da Fox que aborda o universo mutante, mais uma vez, voltamos a ver a parte mais interessante desse mundo, aquela que aborda as equipes de Professor X e Magneto, mas não na atualidade, ou num futuro não muito distante. Dessa vez, voltamos ao passsado, para ser mais exato, à década de 60 de nossa história, em plena “Guerra Fria”, no embate direto entre as duas potências mundiais antagônicas, Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. E, nesse contexto, ainda não temos Professor X, mas sim Charles Xavier (James McAvoy), jovem, de 30 e poucos anos, empolgado em descobrir outros que nem ele, e não temos Magneto, mas sim Erik Leshner (Michael Fassbender), amargurado devido aos horrores que sofreu durante o período da Segunda Guerra Mundial, quando foi testado e torturado por Sebastian Shaw (Kevin Bacon). E é interessante ver como que esses dois se unem em prol de uma causa, inicialmente, comum, e depois se tornam antagonistas, como as potências mundiais do contexto no qual eles se conhecem. E o filme, obviamente, não para por aí. Vemos citações o tempo inteiro de personagens que já nos são conhecidos, pois os filmes anteriores dos mutantes se passam em períodos posteriores ao abordado nesse “quinto” filme, conectando esse Primeira Classe com os demais.

Mas, nem tudo são flores, e algumas falhas são vistas nesse quinto exemplar. Efeitos especiais falhos (mas nada de exagerado como os saltos esquisitos que vimos em X-Men: Confronto Final), como bem disse Pablo Villaça, um cromakey pavoroso com um general russo, uma Emma Frost (January Jones) que estava lá apenas para andar de lingerie para cima e pra baixo, ou a maquiagem do Fera (Nicholas Hoult), um tanto equivocada em seu rosto. E, não podemos deixar de falar, claro, dos problemas que um prequel causa, e alguns acontecimentos acabam por causar problemas com a cronologia e acontecimentos presentes nos filmes anteriores, que se passam dentro em um tempo da história cinematográfica, a frente. E, justamente para ajustar essas falhas de continuidade, Brian Singer e seus roteiristas terão um trabalho e tanto.

E, agora, muitos devem estar se perguntando, o que o primeiro parágrafo desse texto tem a ver com o que foi falado nos seguintes, ou com o filme em si. Explico-me, falando algo que já escrevi em meu twitter, pouco depois de sair da sala do cinema: “É irônico ver que o filme dos mutantes mais maduro em seu roteiro trata da juventude deles”. Hoje, pensando, vejo a saga dos mutantes como uma espécie de Benjamin Button do cinema. Nasceu com personagens envelhecidos e chega a sua maturidade de roteiro quando seus personagens encontram-se em sua juventude e todo o seu vigor.

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Crepúsculo (2008)

dezembro 31, 2010

Dois anos depois resolvi parar e assistir a esse filme, que ao ser lançado levou uma orda de adolescentes frenéticas aos cinemas para gritarem a cada vez que Edward (Robert Pattinson) aparecia em tela, e a torcerem por Bella (Kristen Stewart) na busca do seu amor quase proibido. Até tentei ver uma vez, logo que chegou às locadoras, mas deixei de lado, devido ao mal humor e preconceito que tinha na época pelo filme, e que hoje diminuiu um bocado. Não quero dizer, com isso, que hoje sou um defensor do filme. Enxergo seus defeitos (que são gritantes!), mas o vejo mais como um filme feito às pressas e no qual muita gente não botava fé, e justamente por isso apresenta os defeitos que apresenta (na parte técnica) e, quanto aos defeitos de roteiro, bom, aí a culpa não é do filme, mas da autora dos livros, pois realmente, pelas poucas páginas que li do primeiro e segundo livros, o mesmo é muito mal escrito. Mas, falando do filme em si:

Crepúsculo nos conta a história de uma jovem adolescente que vai morar com seu pai numa cidade de interior daquelas minúsculas, na qual todo mundo conhece todo mundo e a privacidade é inexistente. Tendo por base essa descrição, vem o primeiro furo do filme. Afinal, numa cidade assim, como vampiros conseguem se esconder e não serem notados? Tudo bem que pensar que vampiros existem em nosso meio e que, inclusive, eles estão na mesma sala de aula de você é algo um tanto complexo, mas é difícil não pensar que alguma coisa de errado tem na família dos Cullen, e ninguém ter a curiosidade e ir pesquisar a respeito de seu albinismo ou deles nunca lancharem. Mas, bom… Pelo pouco que deu pra ver dos adolescentes do colégio, eles são um bando de idiotas e tapados mesmo, então, melhor deixar essas obviedades para lá, e voltemos a história do filme mesmo. E, o que temos? Bom… Uma espécie de Romeu & Julieta piorado e extremamente mal desenvolvido, jogado para a atualidade e com cenas que necessitam de efeitos visuais muito melhores dos que os que foram utilizados nesse filme. Mas, se deixarmos pra lá esses defeitos e apenas nos divertirmos com o filme (inclusive achando graça naquilo que normalmente deixaria qualquer cinéfilo nervoso), as risadas são garantidas. Rimos dos diálogos ridículos, das tirações de sarro que o Edward faz com a Bella (só faltou ele chamá-la claramente de demente), rimos dos efeitos especiais toscos, rimos das falhas de maquiagem (só o rosto dos vampiros é pálido, o restante do corpo – braços, mãos, e etc. – muitas vezes é de coloração normal). Ou seja, o filme não é pra ser levado a sério, pois ele é uma piada dele mesmo.

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Tron: O legado (2010)

dezembro 21, 2010

Foi muito bacana entrar no cinema ontem para ter uma experiência que não me foi possível ter quando lançado Tron: Uma Odisseia Eletrônica. Lançado no longíquo de 1982 (é, já se vão 28 anos, e o mundo naquela época era completamente diferente), o primeiro Tron foi algo de extraordinário, um filme de vanguarda, a frente do seu tempo, e pagou um alto preço por isso, sendo um desastre de bilheteria. Mas, ganhou os corações de um pequeno grupo de fãs, que esperaram ardorosos por verem continuações das histórias de Tron, Kevin, Alan, Lori. E como demorou essa continuação. E a demora trouxe uma perda.

Tron: O Legado, começa em 1989, com Kevin Flynn (Jeff Bridges, rejuvenescido pela tecnologia digital – que ainda tem muito a avançar, mas já engana) contando para seu filho, Sam (interpretado por Owen Best quando este tem sete anos) as aventuras de Tron e Clu na “Grade”. Aquela foi a última vez que Sam viu seu pai, que desapareceu de forma misteriosa dias mais tarde. Depois dessa rápida passagem, somos apresentados a um “flashback”, mostrando os eventos ocorridos pouco após o primeiro filme até o desaparecimento de Kevin Flynn. Passado isso, somos jogados para os tempos atuais e vemos Sam Flynn (Garret Hedlund), aos 27 anos, um hacker rebelde que tem tendências auto-destrutivas e o costume de uma vez por ano invadir a sua própria empresa (da qual ele não faz parte da diretoria) e aprontar alguma, fazer uma escapada mirabolante e depois ser preso. Ao que parece, é assim todo ano, e já tem tempo (dado que ele conhece o vigia da delegacia pelo nome). Após mais uma de suas invasões ele é abordado por Alan Bradley (Bruce Boxleitner, o mesmo ator do primeiro Tron) e informado que foi bipado por Kevin Flynn de um terminal dentro do “Flynn’s”. Curioso, Sam vai até lá e aí vemos o primeiro toque de mestre do filme. Para quem já viu o primeiro filme, foi impossível não perceber a diferença entre o “Flynn’s” de 1982 e o de 2010. Totalmente abandonado, vazia e cheio de poeira e teias de aranha o local mostra que não tem mais a mesma aura de antigamente. Sam liga a energia dos fliperamas e a música domina o ambiente (década de 80 total!). Em meio aos fliperamas Sam encontra uma passagem secreta que leva ao escritório particular do Kevin Flynn e então, encontra o computador principal. Senta-se em frente dele e é transportado para dentro da Grade. E aí a ação e a história começa a se desenvolver em definitivo e somos apresentados a uma Grade reconstruída, em versão 2.0, dominada por Clu. É então que entendemos o sumiço de Kevin Flynn, sequestrado por sua própria criação e impondo-se um auto-exílio, como uma forma de evitar que Clu se fortaleça, uma vez que Clu está intimamente ligado a ele.

Deixando um pouco da história de lado e falando mais sobre o filme em si, é nítido que temos uma evolução em relação ao filme anterior em algumas questões. A história está melhor desenvolvida, menos confusa que a do primeiro. Agora tudo faz mais sentido (mesmo que as vezes ainda pareça confuso) e a evolução do personagem de Kevin Flynn, que nesse segundo filme assume o posto de “Criador”, é algo mais que incrível. E sua atuação, sendo uma espécie de “The Dude” (de Grande Lebowski) cibernético deixa tudo ainda mais interessante e divertido (“Você atrapalhou o meu momento zen”). A trilha sonora do Daft Punk é um caso a parte, tão a parte que fica um pouco deslocada as vezes, mostrando-se grandiosa em excesso e até tirando a atenção do espectador para o que acontece em cena. Mas, o filme não trouxe só melhoras, infelizmente. Como eu disse no primeiro parágrafo, a demora trouxe uma perda. A tecnologia de Tron: O Legado, já não impressiona tanto quanto a de Tron: Uma Odisséia Eletrônica. Enquanto o primeiro filme era visionário, a frente de seu tempo, o segundo está inserido no tempo e os teclados e as telas sensíveis ao toque já são coisas mais que comuns. Mas, mesmo assim, a piada do wi-fi ainda tem seu peso.

Somando-se tudo isso, Tron: O Legado, é divertido e vale o ingresso, sem dúvida alguma. É uma experência nostálgica fantástica e a espera pela continuação é grande.

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Guerra ao terror (2009)

janeiro 5, 2010

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Ao terminar de ver o mais novo trabalho de Kathryn Bigelow, fiquei meu perguntando o porque que tantas pessoas veneram tanto esse filme e as atuações que vemos nele. Sinceramente, fiquei decepcionado com esse que dizem ser um grande filme de guerra. Para mim, “Guerra ao terror” nada mais é do que um emaranhado de retalhos de clichês dos mais diversos filmes e documentários de guerra que vem a retratar o impacto do cotidiano do combate sobre a mente dos soldados, nada além disso.

Não que não tenhamos um bom trabalho por parte dos atores, longe disso. O trio principal (e o filme se passa centralizado nesses três atores, e não nos três que a estão escritos na capa do DVD) capitaneado por Jeremy Renner (Sargento William James), acompanhado por Anthony Mackie (Sargento JT. Sanborn) e Brian Geraghty (Especialista Owen Eldridge) nos traz cenas memoráveis e atuações que beiram o brilhantismo, em principalmente Mackie e Renner. O sensação de urgência, do impacto psicológico que o combate interminável no Iraque trouxe sobre esses combatentes e por aí vai, isso tudo é muito bem retratado por eles. Mas, mesmo estando bem, eles não conseguem fugir dos clichês que o filme impôs a eles. E o filme inteiro não foge.

Então, a previsibilidade domina, e sem nenhum esforço já antevemos o que acontecerá com determinado personagem no primeiro momento em que ele resolve mudar seu tipo de ação. E, por que o filme acaba se tornando tão previsível assim? Simplesmente porque ele não traz nada de mais, segue a cartilha de uma forma tão exata que os conhecedores da cartilha já sabem, com pouco mais de quinze minutos de filme, todo o futuro do mesmo. E, mesmo a cena final, que para alguns poderia se mostrar um tanto impressionante, pensando com carinho depois, vemos que ela não é impressionante, já era mais que clara.

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A arte em seu mais completo estado!

janeiro 8, 2009

Conversando com uma colega de trabalho um dia, fiz a seguinte pergunta para ela: Qual você considera a obra de arte perfeita? É lógico que a resposta que ela me deu já era esperada por mim. Foi um categórico: NÃO EXISTE OBRA DE ARTE PERFEITA! E, realmente, tenho de concordar com ela. Mas, também, tenho que admitir que não fui feliz, nem correto em minha pergunta. Hoje, pensando melhor, creio que a pergunta deveria ter sido feita da seguinte forma: Qual você considera a obra de arte mais completa? Acredito que a resposta dela não seria muito diferente da que ela me deu para a primeira pergunta, mas eu tenho certeza absoluta ao responder essa pergunta: O CINEMA!

Ao vermos um filme, estamos observando, no meu entender, àquela que considero a obra de arte em seu mais completo estado. Tudo temos ali, e é inevitável de vermos. Ou você nunca notou que em “Amor além da vida” temos a beleza das pinturas em acrílico? Ou, então, ao assistirmos a “Superman – O Filme” alguém consegue deixar de se emocionar quando escuta os acordes da música tema? Ou, quando vemos uma atuação magnífica como a de Tom Hanks em “Filadélfia”, ou Al Pacino em “Perfume de Mulher”, ou Heath Ledger em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, não sentimos um impacto como se ali estivéssemos vendo um grande desempenho, como o que vemos nas mais incríveis peças teatrais? Ou, então, ao assistirmos “Minority Report”, ou “Blade Runner”, deixamos de ver que por trás de toda aquela ação existe um roteiro tão incrível quanto os livros que temos em nossas estantes? Isso para não falarmos em fotografia, montagem, efeitos sonoros e todo o resto que temos no cinema, e que complementam de magnífica essa obra maravilhosa que são os filmes. É justamente por isso que considero o cinema “a arte em seu mais completo estado!”.

E, para falar de cinema, para deixar minhas impressões a respeito dos filmes que vejo volta e meia, que crio esse blog. Ele já existia em um antigo endereço, e resolvi ressucitá-lo aqui, nesse novo. A proposta é simples: escrever e compartilhar minhas impressões sobre os filmes que vejo. Não prometerei uma periodicidade, nem prometerei que os grandes lançamentos sempre serão aqui analisados. Apenas prometo que vocês terão, aqui, uma avaliação justa (mas que não deixará de ser pessoal) dos filmes. Não sou um crítico renomado e especialista (quem quiser alguém assim, indico o Pablo Villaça, do Cinema em Cena), sou apenas um espectador comum que falará sobre o que gostou ou não no filme que ele viu.

Bom, e por aqui termino essa apresentação. Em breve, comentarei sobre “Avatar” (que vi recentemente no cinema, e recomendo!) e Speed Racer (que revi agora há pouco, e continuo considerando-o um filme a frente de seu tempo).

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